Não esperes nada de ninguém


Não esperes nada de ninguém
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           Não esperes nada de ninguém, nem mesmo dos teus mais íntimos.
            Anula a idéia de que as pessoas têm algum dever contigo.
            Aprende a cumprir a parte que te compete, o melhor que puderes, mas não exijas o mesmo de ninguém, ainda que sintas que te é devido.
            Cada um responde por si.
            Lembra-te de que ninguém te deve nada, nem teus familiares mais chegados. Tudo que fizeste, fazes ou farás por eles é a parte que te compete fazer. Se exageraste, se deste demais e além de tuas forças, a culpa é tua.
Compreende.
            Não sejas  sentimental, pensando que tens obrigação de te desvelares em excesso ou fazer coisas supérfluas, alimentar caprichos tolos, com o fito de captar-lhes afeto e gratidão. Isto é um grave erro.
            Devemos ser bondosos, tolerantes, pacientes, não só com os nossos íntimos, mas com todos que se aproximam de nós.
            Muitas vezes não recebemos o que desejaríamos receber em afeição e consideração porque nos excedemos em carinho,  exageramos em cuidados; e aqueles a quem os dispensamos, quase sempre nos desprezam, por achar-nos  fracos de caráter, vulgares e sem personalidade.
         Os que de ti receberam demasiado carinho, que foram superprotegidos, tornam-se egoístas, indiferentes, julgam que o mundo deve prostrar-se a seus pés e que todos lhe devem deferências especiais. Como isto não acontece, poderão voltar-se contra os que não lhes prepararam o caráter para enfrentar a vida de relação com seus semelhantes, a fim de viverem em harmonia e conquistar no mundo o seu lugar verdadeiro.
            Procuremos viver sem sair do caminho do meio, e saibamos que não sentiremos falta de retribuição por nada que fizermos, sabendo que apenas cumprimos nosso dever.
            Ninguém nos deve nada.
            Não esperemos nada de ninguém, senão da nossa própria consciência pelo dever cumprido.
            O excesso, a mais ou a menos, é sempre prejudicial.
                            "A virtude exagerada é  vício".
            Disse Santo Antônio: "a virtude está no meio termo".

(De “Vem!...”, de Cenyra Pinto).
                                                                   

A Carga


A CARGA
Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra em uma das mãos e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas desnecessárias cargas. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não! Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas.
Temos que prestar atenção às cargas que roubam nossas forças e energia: pensamentos negativos, culpa, falta de perdão, mágoa, ciúmes, sentimentos de ódio, vingança, auto piedade...
Autoria desconhecida


SONHO IMPOSSÍVEL

Sonhar
Mais um sonho impossível

Lutar
Quando é fácil ceder

Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender

Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão

Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão

Virar esse mundo
Cravar esse chão

Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz

E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão

Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão

E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição

E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.

Chico Buarque

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