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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Agenda da Felicidade

SEGUNDA FEIRA:

"...Orar sempre e nunca esmorecer". Lucas 18.1

TERÇA FEIRA:
O Sorriso: é o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribua-o gentilmente.

QUARTA FEIRA:
O Diálogo: é a ponte que liga duas margens. Eu e você. Transite-a bastante.

QUINTA FEIRA:
A Bondade: é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado. Plante flores.

SEXTA FEIRA:
A Alegria: é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanje-o. O mundo precisa dele.

SÁBADO:
A Paz de Conciência: é o melhor travesseiro para o sono da Trânquilidade. Viva em paz consigo mesmo e com Deus.

DOMINGO:
A Fé em Deus: é a bússola para os navios errantes, incertos, buscando as praias da eternidade. Utilize-a.

SEMPRE:
A Esperança: é o vento bom, enfurnando as velas do nosso barco. Chame-o para dentro do seu cotidiano.

A CADA MINUTO:
O Amor: é a melhor música na partitura da vida. Sem ele, você será um eterno desafinado.

SEJA FELIZ NÃO PARE A BEIRA DO CAMINHO....

AGENDA DA FELICIDADE

Poema do Menino Jesus como publicado no caderno MASCULINO/FEMININO do JORNAL ESTADO DE MINAS de 20-12-2009
Alberto Caieiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

Sidney lopes/em/d.a press


Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu..
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar
outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um
prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.

O seu pai era duas pessoas –
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera
da mãe,E que nunca tivera pai
para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três..
Com o primeiro fez que ninguém
soubesse que ele tinha fugido..
Com o segundo criou-se
eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo
eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.

Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como
a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou –
"Se é que ele as criou, do que duvido." –
"Ele diz por exemplo, que os seres
cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa
a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo
que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo
caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me
sempre. A direcção do meu olhar é o
seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente
a todos os sons
São as cócegas que ele me faz,
brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um
deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para
ela Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das
coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso
falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama..
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

Poema do Menino Jesus

VOCÊ está sofrendo?

Supere sua dor com heroísmo, porque só os vencedores conseguirão o prêmio que se encontra à espera deles.

Não se apresse, mas também não desanime.

Supere sua dor com heroísmo, busque alegria, e viva com a sensação otimista daquele que sabe lutar sem desfalecimento.

E verifique que sua vida se transformará num hino de ação de graças ao PAI Todo-Bondade.

Do livro MINUTOS DE SABEDORIA, de C. Torres Pastorino

Ed. Vozes

Supere sua dor com heroísmo

Quantas vezes já dissemos: " Eu sou assim mesmo " ou " É, as coisas são assim ". Essas frases na realidade estão dizendo que isso é o que acreditamos como verdade para nós, e geralmente aquilo em que acreditamos não passa da opinião de outra pessoa que incorporamos no nosso sistema de crenças. Sem dúvida, ele se ajusta a todas as outras coisas em que cremos.

Você é uma dessas pessoas que acordam numa certa manhã, vêem que está chovendo e dizem: "Que dia miserável"?

Não é um dia miserável. É apenas um dia molhado. Se usarmos as roupas apropriadas e mudarmos nossa atitude, podemos nos divertir bastante num dia chuvoso. Agora, se nossa crença for a de que dias de chuva são miseráveis, sempre receberemos a chuva de mau humor. Lutaremos contra o dia em vez de acompanharmos o fluxo do que está acontecendo no momento.

Não existe "bom" ou "mau" tempo, existe somente o clima e nossas reações individuais a ele.

Se queremos uma vida alegre, precisamos ter pensamentos alegres. Se queremos uma vida próspera, precisamos ter pensamentos de prosperidade. Se queremos uma vida com amor, precisamos ter pensamentos de amor.Tudo o que enviamos para o exterior, mental ou verbalmente, voltará a nós numa forma igual.

Extraído do livro Você pode curar sua vida

Eu sou assim mesmo

LENDA PERSA

Há uma lenda persa que fala a respeito de um rei que carecia muito de um servidor. Dois homens se apresentaram e o rei os contratou por um salário fixo.

Depois de alimentados, voltaram à presença do soberano para ouvirem a respeito de suas tarefas...

A primeira ordem foi que cada um pegasse uma cesta, colocando-a ao lado do poço. Iriam, alternadamente, tirando a água do poço e despejando-a dentro da cesta. No final do dia, ele - o Rei -, pessoalmente, iria apreciar o trabalho deles.

Depois de cinco ou seis baldes de água tirados e jogados na cesta, um dos contratados falou:
- Afinal, qual é o valor deste serviço? Quando lançamos a água dentro da cesta, ela se escoa imediatamente!

O outro, entretanto, respondeu:
- O rei certamente conhece a utilidade do nosso trabalho. Ele sabe o valor dele, do contrário não teria nos contratado.
- Pois não vou gastar as minhas energias na execução de uma tarefa assim. Dizendo
isso, deixou de lado seu balde e partiu.

O outro homem, pacientemente, continuou o trabalho. O poço continha muita água, mas, sem desanimar, ele foi repetindo a operação até que conseguiu esgotá-lo.

Olhando atentamente para o seu fundo forrado de lodo, ele viu que havia lá um objeto, que brilhava intensamente.

Era um valioso anel de diamantes!...
- Vejo agora a utilidade do trabalho! Se o balde houvesse colhido o anel antes que o poço fosse esvaziado, então ficaria retido na cesta.

O meu esforço teve sua utilidade.
Foi útil e necessário!

Na hora marcada, chegou o rei e lá encontrou um dos contratados fiel às suas ordens.

Muitas vezes, ao longo da vida, deparamos com tarefas penosas para serem realizadas e caminhos difíceis a serem palmilhados.

Somos, por vezes, tentados a pensar que o sacrifício não compensa e uma forte tendência de abandonar tudo e tomar novo rumo tenta apoderar-se de nós.

Entretanto, quando dominamos o desânimo e nos enchemos de coragem para chegar ao fim da responsabilidade, sempre descobrimos uma compensação e nos levantamos prontos para um novo embate.

O desânimo tem sido a arma mais poderosa que o inimigo usa para nos desviar do plano e do caminho traçado por Deus para a nossa vida.


"Imaginar a vida sem obstáculos é uma ilusão...

Imaginá-los vencidos é coragem!"

lenda persa

Cap 105

TODAS as vezes que olhar para uma criança, levante seu pensamento em ação de graças a Deus, que jamais abandona seus filhos.

A criança é a esperança de hoje, na realização de amanhã.

É a certeza de que a Terra está sempre a renovar-se, recebendo cada dia novos habitantes que lhe vêm trazer a contribuição de seu trabalho e de sua capacidade, para o progresso do mundo.



Do livro MINUTOS DE SABEDORIA, de C. Torres Pastorino

Ed. Vozes

olhar para uma criança

Nada termina jamais...

Onde quer que alguém plante raízes brotadas do seu eu mais puro ou verdadeiro, ali encontrará um lar.
Voltar não é revisitar algo que falhou.
Penso percorrer as antigas trilhas sem amarguras, porque outros pés agora tem prazer com elas.
O mar é o mesmo de sempre.
As pessoas cujas vidas se tocaram, procuram renovar contato, mesmo quando seguiram em diferentes direções. Mesmo quando suas novas vidas fazem parte de uma realidade partilhada.
Ninguém é dono de ninguém.
Juntos, temos um ao outro, a natureza, o tempo.
É bastante simples.
Nada pode mais ferir."
(Liv Ullmann)

Nada termina jamais...

gentilezas diárias
A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano.

O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo.

A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente.

O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.

A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias.

E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe.

A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.

Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado.

Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.

A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida.

Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro.

E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.

E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...

A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir.

Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.

Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil.

E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer.

gentilezas diárias