Reflexão sobre o abraço


Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver.
Precisamos de oito abraços por dia para nos manter.
Precisamos de doze abraços por dia para crescer.
Virginia Satir

Sempre ensinamos às pessoas a abraçarem umas às outras em nossos workshops e seminários. Muitas pessoas respondem dizendo:

Você nunca conseguiria abraçar as pessoas com quem eu trabalho.
Tem certeza?
Um de nossos alunos enviou-nos o seguinte trecho sobre abraços:

Abraçar é saudável. Ajuda o sistema imunológico, mantém você mais saudável, cura a depressão, reduz o estresse, induz o sono, é revigorante, rejuvenesce, não tem efeitos colaterais indesejáveis, e é nada menos do que um remédio milagroso.

Abraçar é totalmente natural. É orgânico, naturalmente doce, não contém aditivos químicos, não contém conservantes, não contém ingredientes artificiais e é cem por cento integral.

Abraçar é praticamente perfeito. Não tem partes móveis, não tem baterias que acabam, não necessita de check-ups periódicos, requer baixo consumo de energia, produz muita energia, é à prova de inflação, não engorda, não exige prestações mensais, não exige seguro, é à prova de roubo, não tributável, não poluente e, é claro, completamente retornável.

Autor desconhecido
Do livro: Canja de galinha para a alma
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro
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Salvar a vida


Salvar a vida
O trem estava por partir. Deixaria aquele lugar sórdido, levando os judeus jovens e sadios para a liberdade.

A notícia era a de preservação dos mais fortes, e naquele trem não havia lugar para velhos.

As portas seguiriam abertas, pois não sobrava espaço para fechá-las. Estava abarrotado de judeus.

Um ancião polonês, de cabelos alvos, segurou com as mãos encarquilhadas o paletó do jovem que estava por partir e suplicou-lhe com veemência, que desse a sua pela vida dele.

Estava velho e doente e desejava rever os familiares que deixara na distante Polônia. Seria sua última chance, implorou ao rapaz.

O velho apelou para o coração do jovem que lhe permitisse embarcar no seu lugar, em nome do Cristo.

O rapaz não era cristão, e pouco ouvira falar do Homem de Nazaré. Apenas uma frase atribuída a Ele pairava em sua memória: Aquele que quiser ganhar a vida, perdê-la-á, e aquele que a perder por amor de Mim, ganhá-la-a.

Olhou longamente para aquele velho desesperado e, embora a promessa de liberdade próxima o tentasse, resolveu descer e ceder seu lugar ao ancião.

O trem partiu e ele pôde contemplar pela janela o aceno de agradecimento daquele a quem salvara a vida com a sua própria, pensava.

Deteve-se ali por alguns instantes, como adorno vivo de uma paisagem de horror e desolação, observando o trem que se afastava lentamente.

Após alguns dias chegou a notícia do engodo. O trem que partira em direção à liberdade, aportara no Campo de Concentração de Auschwitz, na Áustria, e todos os passageiros pereceram sob os chuveiros de gás letal.

Os meses rolaram e levaram com eles o horror da guerra. O jovem sobreviveu para escrever sua história e conhecer melhor Aquele Homem que um dia dissera que aquele que quisesse ganhar a vida perdê-la-ía, e aquele que a perdesse por amor a Ele, ganhá-la-ía.
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