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quarta-feira, 28 de julho de 2010

É tristeza ou depressão?
Ficar triste é normal na vida de qualquer ser humano. Quando se perde uma pessoa amada, quando se tira uma nota baixa ou mesmo nas frustrações do dia-a-dia bate aquele baixo astral e aí a vontade de fazer coisas que a gente gosta simplesmente desaparece. Essa melancolia às vezes dura dias, semanas ou até meses. E aí bate aquela dúvida: será que eu estou com depressão?

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), caracteriza a depressão como uma doença que envolve o corpo, o humor e os pensamentos. Ela afeta a maneira de a pessoa se alimentar e dormir, como ela se sente em relação a si própria e como pensa sobre as coisas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem com a depressão.

Na adolescência é ainda mais difícil diagnosticar a doença. Os distúrbios depressivos quase sempre são confundidos com a rebeldia e as alterações de humor comuns dessa faixa etária.

A psicóloga Catarina M Theophilo explica como a depressão é diagnosticada nos adolescentes. Segundo ela, é preciso a junção de vários sintomas como apatia, hiperatividade, insônia ou sono muito longo, alteração no apetite, diminuição do rendimento escolar etc. Ela também traça a diferença entre o distúrbio depressivo e a tristeza passageira.

"A tristeza tem um motivo real, a depressão não", afirma.

Catarina também esclarece que a depressão geralmente é detonada por uma crise, como a perda de um ente querido, por exemplo. Mas a duração dessa tristeza é que vai definir se existe um quadro depressivo. Ela também alerta para o principal sintoma.

"O sintoma da depressão mais forte nos adolescentes é a incapacidade de sentir prazer. O filme não está bom, a festa não está boa, não está bom com a namorada nem com os amigos. Por isso muitas vezes os jovens vão em busca das drogas", acrescenta.

A saída - Quando o quadro depressivo é diagnosticado começa então o tratamento. Ele é feito com medicamentos e com acompanhamento psiquiátrico. A psicóloga diz que é necessário pelo menos um ano para se recuperar da depressão.

Essa é uma doença muito séria que precisa de cuidados específicos. Quando o quadro é muito grave, afirma Catarina, há risco de suicídio. Quando existe essa probabilidade o adolescente precisa sempre estar acompanhado.

Agora você sabe que a depressão não atinge só adultos, muitas vezes ela se manifesta até nas crianças. Então preste atenção no seu amigo, no colega de escola ou mesmo nos seus próprios sentimentos. Pode ser que alguns daqueles comportamentos que você achava serem típicos da adolescência, como mudança brusca de humor e irritabilidade, sejam sinais da doença se instalando. Mas não se precipite, antes de concluir qualquer pensamento procure um profissional. Ele orientará você a tomar a decisão correta.

Fonte: A Gazeta - MT www.gazetadigital.com.br

É tristeza ou depressão?

Estresse: conheça este inimingo
Dentre as várias definições, o estresse pode ser considerado uma reação física a determinadas questões da vida capazes de alterar o equilíbrio interno do indivíduo.

Está ligado a quatro sistemas do organismo humano, o esqueléticomuscular, o imunológico, o gastrointestinal e o cardiovascular. A reação física pode ser determinada pelo cansaço (físico e psicológico), gripe, gastrite, dores no peito, palpitações, e outras manifestações clínicas.

De acordo com o cardiologista Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos, o principal fator que provoca o estresse é a sobrecarga no trabalho (acúmulo de tarefas), e a falta de organização e capacidade de distribuir as tarefas e funções. Os problemas considerados sem solução que as pessoas têm no dia-a-dia, também levam ao estresse.

"O ideal é quebrar a rotina fazendo outras atividades ou exercícios físicos nas horas de lazer", aconselha o Dr. Barretos. Além do lazer, o Dr. Barretos fala que uma alimentação balanceada, rica em carboidrato e proteína, e pobre em gordura ajuda a prevenir o estresse.

A gordura também pode causar outros malefícios para nosso organismo, principalmente para quem não pratica nenhuma atividade física. Doce deve ser evitado, só ingerido de vez em quando. O fast-food e as frituras devem ser substituídos por pratos leves, como frango acompanhado de salada, por exemplo.

Agitação, insônia, descontentamento com as questões do dia-a-dia, péssimo desempenho no trabalho e dificuldade para resolver simples problemas podem ser sintomas de um estressado. Segundo o Dr. Barretos, o especialista sempre ajuda, pois o psicólogo e o psiquiatra levam as pessoas a encontrar um caminho para a resolução de problemas. Mas vale lembrar que, para evitar uma consulta a um especialista, tentar se organizar identificando e resolvendo os problemas por etapas é outra saída.

Entretanto, é necessário explicar a questão do estresse visto como uma doença. O Dr. Barretos afirma que só é caso de doença se o estresse estiver somado a outros fatores de risco, como cigarro, sedentarismo ou má alimentação, podendo então provocar distúrbios cardiológicos. Além disso, como já foi citado, pode causar manifestações clínicas, como gastrite (devido à falta de apetite), dores no peito, palpitação (provocada pela descarga de adrenalina), e outras.

A estatística do estresse no Brasil é uma questão complicada, por não haver dados precisos. Sabe-se que o perfil que ainda lidera é o homem executivo, mas com o aumento de mulheres no mercado de trabalho, cresceu também o número de mulheres que sofrem do mal.

Todo tratamento, incluindo a duração e exercícios recomendados, varia de acordo com cada caso e com o nível de estresse apresentado pelo indivíduo. Segundo a Dra. Rebeca, há grande discussão sobre os exercícios ideais. Para ela, as atividades aeróbicas - caminhada, corrida, natação e bicicleta são mais eficazes.

Mas há também um acompanhamento terapêutico, com técnicas de relaxamento, respiração, yoga, meditação, dança, e outras. "A atividade indicada depende das condições de cada paciente. Existem pessoas que conseguem se desligar mais facilmente dos problemas do que outras", fala a psicóloga.

Além do tratamento terapêutico, há a psicoterapia na qual agem em parceria o médico e o psicólogo, para os casos mais complexos. O uso de medicamentos deve ser sempre indicado por um especialista e também varia de acordo com cada caso, podendo ser tranqüilizantes, anti-depressivos, etc. "O tratamento para o estresse visa equilibrar relaxamento e preocupação. Os sintomas podem voltar dependendo das questões do dia-a-dia do indivíduo. Para isto, há uma reorientação", explica a Dra. Rebeca.

Prevenir o estresse não tem nenhum segredo, basta que se tenha uma boa qualidade de vida social, sabendo conciliar a tensão da rotina de trabalho, as horas de lazer e as atividades físicas.


Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos é cardiologista e dirige a Unidade Clínica de Prevenção Cardiológica.
Dra. Rebeca Santos é a psicóloga responsável pela Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiológica do Exercício Condicionado. Ambos são especialistas do Instituto do Coração (InCor-SP).


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