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quinta-feira, 15 de maio de 2008





A MULHER MÃE
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O mês de maio é dedicado às mães. Tudo começou nos Estados Unidos, com Anna Jarvis.
 
No segundo domingo de maio de 1907, ela resolveu transferir para todas as mães do mundo a homenagem que seus amigos prestavam para sua própria mãe, Anna Reeves Jarvis.
 
A idéia foi abraçada em nosso país em 1919, mas somente em 1932, por Decreto Presidencial, passou a se dedicar o segundo domingo de maio para se homenagear as mães.
 
O interessante, no episódio, é que alguns de nós nos recordamos que temos mãe somente no dia em que o calendário assinala.
 
E, contudo, mãe é uma personagem fundamental em nossas vidas.
 
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar narra suas experiências com sua mãe.
 
Diz se lembrar dela em todos os momentos de sua vida. Recorda como ela era extremamente criativa. Uma pessoa de iniciativa.
 
Em uma época que viveram num pequeno povoado espanhol onde a vida era difícil, porém barata, sua mãe começou a trabalhar como leitora e escrevedora de cartas.
 
Com o que ganhava complementava o salário do marido. O menino Pedro, à época com 8 anos, começou a observar que o texto que a mãe lia não correspondia ao que estava no papel.
 
Parte ela inventava. As vizinhas nem tomavam conhecimento disso, porque o inventado era algo que preenchia aquelas vidas.
 
Ela acrescentava uma observação de carinho, de afeto que a carta não trazia.
 
Era como se ela preenchesse as lacunas das cartas para tornar aquelas vidas sofridas mais alegres.
 
Os improvisos passaram a falar mais alto para o menino Pedro. Continham uma grande lição.
 
Estabeleciam a diferença entre a ficção e a realidade e o quanto a realidade necessitava da ficção para ser completa, mais agradável, mais fácil de se viver.
 
Possivelmente por passar a olhar a vida por este ângulo, escolheu a carreira de cineasta.
 
Todos nós percebemos, às vezes somente depois que elas se vão, que as mães são extremamente importantes.
 
Não necessitam, verdadeiramente, fazer nada de especial para serem essenciais, importantes, inesquecíveis, didáticas. Elas simplesmente o são.
 
Quem não se recordará das primeiras lições aprendidas com aquela personagem única?
 
Quem não haverá de se lembrar com emoção das noites de mal estar em que ela ficou sustentando-nos o corpo contra o seu, num aconchego de carinho?
 
A primeira ida ao colégio, a mão protetora. O afago no dia da desilusão da perda de um jogo na escola.
 
O enxugar das nossas lágrimas no dia do insucesso na peça teatral, em que esquecemos o texto e vimos a turma toda a nos olhar, em expectativa.
 
* * *
 
Há sempre renúncia na mulher que opta por ser mãe. No anonimato da sua abnegação, ela permanece vigilante aos deveres assumidos com alegria junto ao filho.
 
Frutos do seu devotamento, conseguimos vencer a noite do tempo e brilhar no Mundo.
 
Enquanto as mães se multiplicarem no Mundo podemos guardar a certeza do descortinar de um futuro melhor para a Humanidade.
 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo O último suspiro, de Pedro Almodóvar, publicada em Seleções Reader´s Digest, maio.2000 e no cap.  2 do livro Terapêutica de Emergência, de Espíritos diversos, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed.  Leal.
 

 
 
 



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A MULHER MÃE




POSSO ESTAR
ERRADO
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Ele carregou aquele peso inútil durante todo o dia.
 
Saíra de casa afobado, nervoso, e ainda por cima, havia discutido com a esposa.
 
Defendera uma idéia, um pensamento, com unhas e dentes, como se não conseguisse admitir, de forma alguma, que sua opinião poderia não ser a verdadeira.
 
Foi grosseiro, teimoso e impaciente.
 
Voltava agora para casa, e ao sintonizar a rádio no carro, ouviu a frase: Posso estar errado.
 
Era um professor dizendo o quanto sua vida se tornou diferente, quando passou a considerar esta opção, perante os alunos.
 
Dizia que passaram a respeitá-lo mais do que antes, quando pretendia ser sempre o dono da verdade.
 
Afirmava que até mesmo os conteúdos, sendo passados de uma forma mais humilde, menos impositiva, eram melhor absorvidos pela classe.
 
Ele resumia sua teoria dizendo: Admitir falhas é o melhor caminho.
 
* * *
 
Será que costumamos fazer este exercício? Considerar, nesta ou naquela situação ou discussão, que podemos estar errados?
 
Ou ainda insistimos em achar que o nosso ponto de vista é sempre o mais correto?
 
Parece que, ao acharmos que estamos com a razão, acreditamos que a nossa opinião é mais importante do que a dos demais, e que tem de prevalecer.
 
Não percebemos, mas isso é manifestação do vício do orgulho, em uma de suas muitas formas de atuação.
 
Um exercício interessante é tentar, a cada momento, considerar a simples hipótese de que podemos estar errados, e fazer um esforço para enxergar as coisas por outro ângulo.
 
Podemos experimentar ser mais flexíveis e abertos e lembrarmos que algumas vezes podemos não estar com a razão.
 
Tal forma de agir nos ajuda a tomar decisões mais acertadas e, conseqüentemente, duradouras, pois elas não terão sido fruto de uma reação automática de nossa personalidade.
 
Ao nos desapegarmos da necessidade de estarmos sempre com a razão, transformamos nossas vidas numa experiência bem mais prazerosa.
 
Afinal, por que temos que estar sempre certos?  Não parece um peso desnecessário que carregamos nos ombros?
 
Buscar acertar sempre é saudável, nos faz crescer. Porém, querer ser sempre o dono da verdade, é desperdício de energia. Além de ser uma pretensão muito grande.
 
O caminho para a verdade está em conhecer todos os ângulos possíveis de visão sobre algo, e isso só é possível ouvindo os outros, considerando as experiências alheias na construção de nosso conhecimento.
 
Quanto mais humildes, mais ouvimos. Quanto mais orgulhosos, mais queremos ser ouvidos.
 
* * *
 
Dale Carnegie, autor do best seller Como fazer amigos e influenciar pessoas, afirma que você nunca terá aborrecimentos admitindo que pode estar errado.
 
Isto evitará discussões e fará com que o outro companheiro se torne tão inteligente, e tão claro e tão sensato como foi você.
 
Fará com que ele também queira admitir que pode estar errado.
 
A inflexibilidade de uma opinião gera quase sempre aversão. Um gesto de humildade sempre inspira outro.
 
Redação do Momento Espírita com base em matéria da Revista Prana Yoga Journal, de março de 2008, ed. Brmidia e em trecho extraído do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed.  Ibep.
 
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