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sábado, 8 de março de 2008

(Sonia Biondo)

Desde que conquistou o direito à jornada dupla de trabalho, a chamada mulher moderna ainda parece estar longe de conseguir desfazer o mal-entendido que provocou a briga pela igualdade profissional com os homens. Não era bem isso o que desejava. Mas, no afã de se liberar de outras opressões, ela acabou partindo para o mercado de trabalho como se ele fosse a solução de todos os problemas financeiros, conjugais, maternais e muitos outros “ais”. E pagou o preço da precipitação, claro. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado – até porque a maior parte das vezes continua sendo ela que vai limpar, ah, ah! Falando sério, todas nós sabemos que há muito a fazer para promover alguns ajustes e atualizações nessa relação de direitos e deveres de homens e mulheres. Como falar sobre isso ajuda, vamos lá.

Em primeiro lugar, a questão do tempo livre. Que não existe, de fato. Aquele ditado “descansa carregando pedras” foi feito para ela. Trabalhando fora ou dentro de casa, a mulher dificilmente se livra da carga das tarefas domésticas, mesmo que não se envolva pessoalmente. Costuma ser dela a responsabilidade pela arregimentação das empregadas, faxineiras, babás, jardineiros, lavadeiras, passadeiras, prestadores de serviço em geral, sem falar no abastecimento da casa. (...)

Depois, com o desaparecimento gradual da parceria patroa/empregada doméstica, homens e mulheres terão, mais cedo do que se pensam, que lidar com a administração do caos doméstico. Sem privilégios. E a primeira providência para esse futuro cor-de-rosa começa com a educação progressista dos filhos, os novos maridos e esposas que contarão com uma boa ajuda de um arsenal de maravilhas eletrônicas – entre elas, a de empregada-robô. Que não enguiça. Porque, se enguiçar, já sabem quem vai mandar consertar. Ou não?


Sonia Biondo é jornalista e escritora. Texto extraído do Jornal do Brasil.

A CARREGADORA DE PEDRAS

Não leve a vida tão a sério


A  VIDA

"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de

começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei a conclusão de que esses

obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a

ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar,

especial o suficiente para passar seu tempo;

e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 quilos;

até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos;

até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case;

até que você se divorcie; até sexta à noite;

até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa

nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado;

até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink;

até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: "Felicidade é uma viagem, não um destino". (Henfil)



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Postado por aponarte no
Para pensar e sentir

A vida (Henfil)